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Edu Rc, Analista de Desenvolvimento de Sistemas
Edu Rc
Comentário · há 2 anos
"Ter praticado um crime não torna a pessoa uma criminosa."
-> Não?? Vamos sugerir mudança no dicionário então.

"Muitas vezes aquela é a primeira infração. Muitas vezes nem é “bandido”. Pode ter sido apenas a ocasião. Vai saber o que aconteceu na vida da pessoa para que ela fizesse o que fez."
-> Convence as 60.000 famílias que todos os anos precisam enterrar um ente querido. Aos milhares de trabalhadores que foram agredidos e ainda perderam o bem pelo qual tanto trabalharam para conseguir. Diga à família no momento do enterro "Olha, isto foi apenas um evento isolado na vida daquele infeliz, tenho certeza que ele não queria matar, apenas aconteceu um acidente de percurso que resultou na morte do seu pai/marido. Tudo bem que agora vocês vão perder uma fonte de renda, mas faz parte da vida né"

"Já parou para pensar que a partir do momento em que rotulamos uma pessoa por praticar um ato considerado criminoso, chamando-a de bandido, ladrão, traficante, assassino, …, transformando-a em algo que muitas vezes não é, estamos influenciando diretamente na transformação dela naquilo que afirmamos que ela é?"
-> Quem não quer ser rotulado de criminoso, não comete crime.

"O indivíduo não é necessariamente um bandido, mas o rótulo, após tanto ser repetido, é absorvido e se torna integrante daquele ser. Se não era, tem grandes chances de agora ser."
-> Há anos chamamos marginal de vítima da sociedade, nem por isto a criminalidade reduziu.

"E esse rótulo acompanha o indivíduo por um longo período. Em vários lugares e momentos ele será lembrado de que é “bandido”."
-> Quem quer ser considerado trabalhador, trabalha.

A quantidade de pessoas com pena de trabalhador fora da lei é incrível... Podiam ter pena das vítimas também.

Apenas um comentário extra: estamos falando de um país em que MENOS de 10% dos assassinos são descoberto, o que não necessariamente significa punido. Imagina para roubos, furtos e agressões como não é... E ainda assim a proposta é protegê-los do que fizeram?

Já que não posso usar o dicionário como referencia, depois de quantos assaltos, estupros, venda de drogas, de assassinatos podemos transformar a ação no que está dicionarizado? Isto vale também para os corruptos que vemos regularmente desviar dinheiro público, ou a eles é reservado um tratamento mais rigoroso que aos demais crimes?
Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 2 anos
Não falta mercado para os médicos. Na verdade, sobra o suficiente para que possam escolher as oportunidades melhor remuneradas. No PSF (hoje intitulado ESF) da minha região, o médico passou em um outro concurso, melhor, e saiu. Pediu exoneração desse cargo para assumir outro. Estão há meses chamando os que estavam na lista de espera e adivinhe? Ninguém se interessou. Estão, agora, em processo de contratação via tentativa de enquadrar a possibilidade de dispensa licitatória da Lei 8666. Superada essa fase, será que mesmo isso, garantirá que algum médico queira o cargo? Sei não. Uma coisa é fomentar a qualidade do ensino médico, o que é essencial. Outra coisa é impedir a formação de mais médicos, o que também é essencial (a formação, não o impedimento). Não adianta dar uma de avestruz e esconder a cabeça no buraco. Precisamos de melhores médicos e de mais médicos. Dos dois. Não adianta formar menos médicos, tão ruins quanto.

Já a situação dos cursos de Direito é bem diferente. Não precisamos de mais advogados, apenas de melhores advogados. Simples assim. Mas, graças a questões que levantei no meu desabafo acima, o fato é que os advogados influentes, inclusive ocupantes de postos de comando dentro da própria OAB, muitos deles (não todos), vivem EXCLUSIVAMENTE (ou quase) do meio acadêmico e da mídia. Se tirássemos o emprego de professores, ou a atividade empresarial como sócios proprietários de faculdades e "uni esquinas" da vida, meio mundo da classe, hoje nas "cabeças", estaria, num estalar de dedos, na "lanterninha". É isso.
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